🎭 Palácio Guanabara: A Corrida Já Começou (E Ninguém Quer Ficar Sem Cadeira)
A disputa pelo Governo do Rio nem chegou oficialmente às urnas, mas nos bastidores já parece final de campeonato — com direito a troca de passes, dribles e alianças que mudam conforme o vento.
De um lado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que já se colocou como pré-candidato ao Palácio Guanabara.
Do outro, o secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas (PL), escolhido após a cúpula liberal “bater o martelo”.
E quando se fala em martelo, não é de juiz — é de articulação política mesmo. 🔨
👀 Paes acena para São Gonçalo (com royalties no bolso)
Depois do anúncio do PL, Paes fez questão de lembrar nas redes sociais que ajudou São Gonçalo com a redistribuição dos royalties do petróleo.
Detalhe curioso: a cidade é governada por Capitão Nelson (PL), pai de Douglas Ruas.
Ou seja, enquanto um é pré-candidato ao governo, o outro agradece (ou não) a ajuda financeira enviada pelo possível adversário. Política fluminense é quase terapia familiar em rede nacional.
São Gonçalo, vale lembrar, é o segundo maior colégio eleitoral do estado, com cerca de 650 mil eleitores, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Nada como um “oi, sumida” estratégico em ano pré-eleitoral.
🤝 Aliados aqui, rivais ali
O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, declarou apoio à chapa de Paes com a advogada Jane Reis (MDB).
Mas a harmonia tem limite.
Enquanto Paes reafirma apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o MDB fluminense promete caminhar com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Resumindo: no Rio, andam juntos; em Brasília, cada um leva seu cartaz. Palanque duplo é quase patrimônio imaterial da política brasileira.
🏛️ PL fecha questão (e já pensa na cadeira)
A decisão do PL por Douglas Ruas foi tomada em reunião com o governador Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro e o deputado federal Altineu Côrtes.
O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, foi confirmado como pré-candidato a vice. Ele chegou a ser cogitado na chapa de Paes, mas acabou trocado por Jane Reis — irmã de Washington Reis, cacique político de Duque de Caxias.
Em política, às vezes o convite para o casamento vira lembrancinha.
🪑 A dança das cadeiras (literalmente)
Cláudio Castro deve disputar o Senado. Para isso, precisará renunciar até abril.
Com a saída, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) elegerá indiretamente um governador-tampão até dezembro.
E aí começa o capítulo mais interessante:
• Um grupo defende o nome de Nicola Miccione, atual secretário da Casa Civil.
• Outro prefere que o próprio Douglas Ruas seja eleito indiretamente — já iniciando a campanha sentado na cadeira do Palácio Guanabara e com a máquina na mão.
Nada como disputar eleição já “de casa”, não é mesmo?
🎬 Conclusão: O jogo começou
A corrida pelo Governo do Rio está só começando, mas já mostra que 2026 será menos sobre propostas e mais sobre posicionamento estratégico.
Royalties, alianças cruzadas, palanques divididos, cadeira-tampão e sobrenomes conhecidos.
No fim das contas, o eleitor assiste a tudo tentando entender quem é aliado de quem — e até quando.
Porque no Rio, a política não é linha reta. É roteiro de série com reviravolta a cada episódio. 🍿
📎 Fonte: Agenda do Poder
✍️ Editado por Redação



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