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Enquanto muitos silenciam, o Legislativo de Quissamã reage e corre atrás para defender a população

Enquanto muitos silenciam, o Legislativo de Quissamã reage e corre atrás para defender a população

Uma licitação bilionária para os serviços de água e esgoto, marcada para acontecer às vésperas do Carnaval, acendeu um sinal de alerta em diversos municípios do Norte e Noroeste Fluminense. Mas, em meio às dúvidas, questionamentos e à falta de transparência do processo, Quissamã se destaca por não ficar de braços cruzados.

A licitação, estimada em mais de R$ 1 bilhão, está sob responsabilidade do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Norte e Noroeste Fluminense (Cidenf) e envolve cidades como Quissamã, Conceição de Macabu, Bom Jesus do Itabapoana, Italva e Cardoso Moreira. O valor elevado, somado à escolha da data — 13 de fevereiro, em plena véspera de Carnaval — levantou suspeitas e preocupações legítimas.

Diferente do que se vê em muitos lugares, o Legislativo de Quissamã resolveu agir. A vereadora Alexandra Moreira (PL), ao lado de outros parlamentares da região, passou a questionar publicamente a condução do processo, cobrando transparência, acesso às informações e participação efetiva da sociedade em uma decisão que vai impactar o bolso e a vida da população por décadas.

Alexandra esteve pessoalmente na sede do Cidenf, protocolou pedidos formais de informação sobre o certame e gravou um vídeo divulgado em suas redes sociais, explicando os riscos e alertando a população. Além disso, os parlamentares articulam um movimento conjunto regional para tentar barrar ou, ao menos, suspender o processo até que todas as dúvidas sejam esclarecidas.

Água e saneamento básico não são detalhes administrativos. São serviços essenciais, que interferem diretamente na saúde pública, no meio ambiente e nas tarifas pagas pelo cidadão. Qualquer decisão nesse sentido precisa ser debatida com responsabilidade, clareza e controle social — exatamente o que o Legislativo de Quissamã está exigindo.

Em tempos em que muitos representantes preferem o silêncio confortável ou o alinhamento automático, Quissamã dá um exemplo de que o papel do vereador é fiscalizar, questionar e defender os interesses da população. A iniciativa merece ser acompanhada de perto e, sobretudo, reconhecida.

Fica a reflexão: se decisões desse porte vão moldar o futuro dos municípios por décadas, por que tanta pressa? E mais importante: por que nem todos os Legislativos reagem da mesma forma?

A população agradece quando encontra representantes que não fogem do debate.

Fonte: Blog Daniel Galvão

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