Pedido de vista, placar apertado e turbulência política: o roteiro nada favorável para Washington Reis
Se existisse campeonato de timing ruim na política, Washington Reis estaria brigando por medalha. Após novas movimentações no Supremo Tribunal Federal, a chance de voltar às urnas neste ano ficou cada vez mais distante — e não é força de expressão.
O motivo principal foi o pedido de vista do ministro Luiz Fux, que pode empurrar a retomada do julgamento por até três meses. Na prática política: enquanto Brasília analisa, o calendário eleitoral corre sem olhar para trás.
Placar jurídico já era um problema…
Antes mesmo da pausa, o cenário já não era animador. O julgamento está em 4 votos a 1 contra. A expectativa da defesa estava no voto do ministro Gilmar Mendes, mas ele acompanhou o relator Flávio Dino, mantendo a condenação.
Em resumo jurídico traduzido para o dia a dia: tentaram virar o jogo… mas o VAR confirmou o lance.
Condenações continuam pesando
O ex-prefeito de Duque de Caxias foi condenado por crimes ambientais e irregularidades em loteamento urbano — temas que, convenhamos, não ajudam muito quando o assunto é elegibilidade.
Do governo estadual à saída turbulenta
E como se o cenário jurídico já não fosse suficiente, a memória política recente também pesa.
A passagem de Washington Reis pela Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro terminou com demissão e um rastro de tensão política. A saída não foi silenciosa: gerou ruídos dentro do governo, desconforto entre aliados e reacendeu disputas internas que já vinham fervendo nos bastidores da política fluminense.
Na prática, foi aquele típico episódio que não só fecha uma porta — mas ainda faz barulho no corredor inteiro.
A matemática do tempo (e da política real)
Mesmo que haja alguma mudança jurídica no futuro, o relógio eleitoral não costuma esperar decisões judiciais demoradas. Quando sai a decisão, normalmente o jogo político já está praticamente definido — alianças costuradas, chapas montadas e espaços ocupados.
Moral da história (com ironia institucional)
Na política, dizem que tudo pode mudar da noite para o dia.
No STF, pode até mudar…
Mas às vezes só depois que a eleição já passou.



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