Com Possível Saída de Castro, Alerj Pode Ter Disputa Entre Douglas Ruas e André Ceciliano
O chão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) já começa a ser riscado para uma possível eleição indireta que pode definir o novo governador do estado em um mandato-tampão. De um lado, o secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas (PL). Do outro, o secretário nacional de Assuntos Parlamentares, André Ceciliano (PT).
Outros nomes ainda podem surgir no caminho, mas, nos bastidores da Assembleia, esses dois já aparecem como os polos opostos de uma disputa que pode ganhar força nas próximas semanas.
Base governista aposta na força das bancadas
Representando a base governista, Douglas Ruas surge como o nome do Partido Liberal (PL) e de sua aliança política já articulada para as eleições de outubro, incluindo a federação formada por União Brasil e Progressistas.
O principal trunfo do secretário é justamente o peso dessas bancadas dentro da Alerj, que hoje formam um dos blocos mais robustos da Casa e podem ser decisivos numa eleição indireta, onde cada voto parlamentar tem grande valor.
Ceciliano aposta em articulação política
Do outro lado da disputa está André Ceciliano, ex-presidente da Alerj e figura experiente na articulação política dentro do Parlamento. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), ele trabalha para reunir os votos da esquerda e também do Partido Social Democrático (PSD), partido ligado ao prefeito do Rio, Eduardo Paes.
A principal estratégia de Ceciliano é apresentar a ideia de um novo governo de transição, com participação mais ampla de diferentes grupos políticos da Assembleia. Nesse cenário, poderiam se somar inclusive parlamentares governistas que não integram o núcleo político formado por Altineu Côrtes (PL), Dr. Luizinho (PP) e Márcio Canella (União).
Castro pode antecipar renúncia
Todo esse movimento político ocorre diante da possibilidade de renúncia do atual governador, Cláudio Castro (PL), que pretende disputar uma vaga ao Senado nas próximas eleições.
Pelo calendário eleitoral, Castro teria até o início de abril para deixar o cargo — seis meses antes do primeiro turno. No entanto, esse prazo pode ser antecipado.
Isso porque a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, marcou para o dia 24 a retomada do julgamento do chamado caso Ceperj, que envolve questionamentos sobre a legalidade de contratações realizadas durante o período eleitoral.
Nos bastidores, a avaliação é de que Castro pode renunciar no dia 23, um dia antes da sessão do tribunal.
Julgamento no TSE preocupa o governo
O julgamento no TSE foi interrompido após pedido de vista do ministro Nunes Marques. Até o momento, o placar parcial está em 2 votos a 0 contra o governador, com posicionamentos da relatora Isabel Gallotti e do ministro Antonio Carlos Ferreira favoráveis à cassação e à inelegibilidade.
Ainda faltam cinco votos, mas analistas políticos e jurídicos avaliam que três deles tendem a acompanhar a relatora, o que aumentaria significativamente o risco para o atual governador.
Caso a renúncia se confirme e a cassação avance, o estado do Rio poderá ter que recorrer à eleição indireta na Alerj, cenário que já começa a movimentar intensamente os corredores do poder no Palácio Tiradentes.
Fonte: Tempo Real.
Redação – Blog Wisley Fernandes.



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