DEPOIS DE TANTOS “IRMÃOS”, FICA A REFLEXÃO: NA POLÍTICA, AS ALIANÇAS MUDAM — E OS PARENTESCOS TAMBÉM
Em Bom Jesus do Itabapoana, a política parece ter criado um novo tipo de parentesco: o irmão eleitoral. Tem irmão de caminhada, irmão de palanque, irmão de eleição e, pelo visto, irmão enquanto durar a aliança política.
Depois da prisão do deputado estadual Thiago Rangel, uma cena chama atenção na política bonjesuense: afinal, para onde foram tantos “irmãos” e aliados que, até pouco tempo, faziam questão de demonstrar publicamente proximidade política?
Rangel foi preso em maio de 2026 no âmbito da Operação Unha e Carne, investigação sobre supostas irregularidades envolvendo contratos e obras públicas. A prisão foi posteriormente mantida pela Primeira Turma do STF.
E é justamente daí que nasce uma reflexão:
Na política, mudar de lado parece fazer parte do jogo. O curioso é observar a velocidade com que algumas alianças e alguns “parentescos” desaparecem.
A GRANDE FAMÍLIA DA POLÍTICA BONJESUENSE
Antes da prisão de Thiago Rangel, o cenário político era bem diferente.
O grupo ligado ao prefeito Paulo Sérgio Cyrillo havia se aproximado politicamente de Rangel, enquanto Jair Bittencourt, que anteriormente mantinha relação política com integrantes do grupo, acabou perdendo espaço naquela configuração.
Depois vieram outros movimentos.
Murillo Gouvêa também apareceu nesse tabuleiro. Outros nomes passaram a circular nas articulações políticas, entre eles Vitor Junior.
É quase uma árvore genealógica eleitoral.
Só que, em Bom Jesus, parece que os galhos mudam conforme sopra o vento.
E OS “IRMÃOS”?
O secretário de Obras, Léo Gás, também apareceu ao longo dos últimos anos ao lado de diferentes nomes da política estadual.
Thiago Rangel e Murillo Gouvêa estiveram entre esses nomes. Com a chegada de uma nova eleição, outras alianças e apoios passaram a ocupar o cenário.
E não foi somente ele.
Políticos que anteriormente estavam próximos do grupo de Rangel também passaram a construir outros caminhos eleitorais depois da mudança do cenário.
Normal. Política é feita de alianças.
Mas a velocidade com que alguns parentescos políticos nascem e desaparecem em Bom Jesus é digna de observação.
Porque, aparentemente, por essas bandas, o barco político pode mudar — e os passageiros também.
E BERNARDO ROSSI?
Também não podemos esquecer de Bernardo Rossi.
Em determinado momento, apareceu com força no cenário político local, ganhou espaço e teve seu nome associado até à chegada de uma quadra de beach tennis.
Era quase um furacão.
Hoje?
O furacão parece ter virado uma brisa.
Seu nome já não aparece com o mesmo protagonismo naquele grupo político.
Na política local, alguns nomes chegam fazendo ventania e, passada a temporada, quase desaparecem do mapa das articulações.
E O HOSPITAL?
Há ainda um capítulo que este blog considera importante lembrar quando se fala dessas alianças: o Hospital São Vicente de Paulo.
Em determinado episódio envolvendo recursos destinados à instituição, Thiago Rangel adotou uma posição política que foi criticada por este blog, por entendermos que aquela postura poderia dificultar a chegada de recursos ao hospital.
Essa é uma avaliação editorial deste blog sobre aquele episódio.
E é justamente por isso que a memória política também precisa funcionar.
Porque alianças mudam.
Abraços políticos terminam.
Fotografias deixam de aparecer.
Os discursos mudam.
E antigos “irmãos” podem simplesmente deixar de ser chamados de irmãos.
Mas aquilo que cada político defendeu publicamente continua fazendo parte de sua trajetória e pode ser lembrado e analisado pelo eleitor.
A PERGUNTA DE MILHÕES
Com tantas mudanças, abraços, afastamentos, reencontros e novos parentescos políticos, chegamos à eleição de 2026.
E agora?
Depois de tantas idas e vindas, Jair Bittencourt voltará a ocupar a posição de “irmão de sangue” político ou será apenas mais uma aliança desta eleição?
Aquele que anteriormente perdeu espaço quando outros nomes ganharam protagonismo será novamente recebido na grande família política?
Porque eleição tem dessas coisas.
Tem irmão que vira primo.
Primo que vira conhecido.
Conhecido que vira adversário.
Adversário que pode virar aliado.
E, quando chega uma nova eleição, o álbum de família aparece novamente.
Por isso, fica A PERGUNTA DE MILHÕES:
JAIR BITTENCOURT VOLTARÁ A SER O “IRMÃO DE SANGUE” POLÍTICO OU SERÁ APENAS MAIS UMA ALIANÇA ELEITORAL?
A campanha de 2026 poderá mostrar como essas alianças serão reorganizadas.
E, olhando para tantas mudanças ocorridas nos últimos anos na política bonjesuense, talvez seja prudente deixar uma cadeira sobrando na mesa.
Vai que aparece mais um “irmão”.
Fotos: Redes Sociais










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