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A Guerra dos Votos no Rio: Capital, Baixada e Interior no Tabuleiro da Próxima Eleição

A Guerra dos Votos no Rio: Capital, Baixada e Interior no Tabuleiro da Próxima Eleição

A disputa pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro já começa a movimentar os bastidores da política fluminense. Mesmo faltando tempo para a eleição, as primeiras articulações mostram que o cenário pode ser decidido por três fatores principais: capital, Baixada Fluminense e interior do estado.

Entre os nomes que surgem com mais força no debate estão o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o deputado estadual licenciado e atual secretário de Cidades, Douglas Ruas.

Mas quando se olha para o mapa eleitoral do estado, fica claro que a disputa não será apenas entre nomes, mas entre regiões e bases políticas.


🗳 Os grandes colégios eleitorais do estado

Algumas cidades concentram uma parcela significativa dos eleitores do estado e acabam tendo papel decisivo em qualquer eleição para governador.

Entre os principais colégios eleitorais estão:

  • Rio de Janeiro – cerca de 5.009.373 eleitores
  • Duque de Caxias – cerca de 674.805 eleitores
  • São Gonçalo – cerca de 665.181 eleitores
  • Nova Iguaçu – cerca de 617.657 eleitores
  • Campos dos Goytacazes – cerca de 373.543 eleitores
  • Belford Roxo – cerca de 347.207 eleitores

Somadas, essas cidades representam milhões de votos e podem definir o resultado final da eleição estadual.


🏙 A base política de Eduardo Paes

Eduardo Paes entra no cenário com uma vantagem natural: a força eleitoral da capital, o maior colégio eleitoral do estado.

Além disso, sua articulação política busca ampliar presença na Baixada Fluminense. A escolha de Jane Reis como vice, irmã do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, indica uma estratégia clara de consolidar influência naquela região.

Na prática, o eixo político de Paes tende a se apoiar em:

  • Capital do estado
  • Duque de Caxias
  • Apoios pontuais no interior

🏗 A estratégia de Douglas Ruas

Do outro lado, Douglas Ruas busca consolidar uma base forte nos grandes municípios fora da capital.

Ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, o que já lhe garante presença em um dos maiores colégios eleitorais do estado.

Sua composição política também inclui alianças importantes:

  • Vice: Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu
  • Senado: Márcio Canella, prefeito de Belford Roxo

Essa estrutura forma um bloco político relevante na Baixada Fluminense e no Leste Metropolitano.


🌾 O fator Campos e o interior do estado

Um movimento político que pode alterar o cenário envolve o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho.

Nos bastidores da política estadual, comenta-se que o PL teria oferecido a ele a coordenação da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Senado.

Caso essa articulação se confirme, Douglas Ruas poderia ganhar o apoio político de Campos, ampliando sua presença no Norte Fluminense.

Por enquanto, no entanto, essa movimentação ainda é considerada incerta.


🟡 O peso do voto bolsonarista no estado

Outro fator que precisa entrar na conta da eleição é o peso do eleitorado bolsonarista no Rio de Janeiro.

Na eleição presidencial de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma votação expressiva no estado.

📊 Resultado no estado do Rio de Janeiro – 2º turno 2022

  • Bolsonaro: 56,53%
  • Luiz Inácio Lula da Silva: 43,47%

Ou seja, o estado deu ampla maioria de votos ao campo bolsonarista, algo que influencia diretamente qualquer eleição estadual.


🏙 A capital também teve maioria bolsonarista

Mesmo com Eduardo Paes fazendo oposição política a Bolsonaro, o ex-presidente venceu também na capital.

📊 Cidade do Rio de Janeiro – 2º turno 2022

  • Bolsonaro: 52,66%
  • Lula: 47,34%

Isso mostra que o eleitorado conservador tem peso significativo na capital e pode influenciar diretamente a disputa pelo governo.


⚖ A Baixada como campo de batalha

O mapa eleitoral da Baixada Fluminense pode se tornar um dos pontos decisivos da eleição.

De um lado:

  • Duque de Caxias

Do outro:

  • Nova Iguaçu
  • Belford Roxo

Essa divisão política pode transformar a região em um verdadeiro campo de batalha eleitoral.


📉 A política do Rio já mostrou que eleição pode virar

Apesar de todas essas projeções, a história política do Rio de Janeiro mostra que pesquisa muito antes da eleição não garante vitória.

Dois exemplos recentes mostram isso:

  • Luiz Fernando Pezão, que chegou a patinar nas pesquisas e acabou eleito governador.
  • A eleição de Wilson Witzel, que praticamente não aparecia no início da disputa e acabou derrotando Eduardo Paes em 2018.

Ou seja, no Rio de Janeiro, as eleições estaduais muitas vezes viram na reta final, quando entram em campo as alianças regionais, o peso do interior e a mobilização das máquinas políticas municipais.


🧭 Conclusão: quem dominar o mapa vence

Se o cenário atual se mantiver, a disputa pelo Palácio Guanabara tende a seguir dois grandes eixos:

Eduardo Paes

  • Capital
  • Duque de Caxias
  • Estrutura política consolidada

Douglas Ruas

  • São Gonçalo
  • Nova Iguaçu
  • Belford Roxo
  • Possível aproximação com Campos

Mas a história eleitoral do Rio mostra que quem conseguir conquistar o interior e unificar a Baixada pode chegar muito forte à reta final da eleição.

No estado do Rio de Janeiro, a política raramente se decide apenas na capital. O interior e a Baixada quase sempre acabam escrevendo o capítulo final das urnas.


✍️ Matéria: Redação – Blog Wisley Fernandes
O conteúdo desta análise reflete a opinião e o pensamento da redação do blog.

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