Fórmulas infantis proibidas pela Anvisa levam Secretaria Estadual de Saúde a acionar municípios
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro intensificou a mobilização junto aos municípios fluminenses após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar a proibição de lotes específicos de fórmulas infantis por risco à saúde. A medida orienta fiscalizações imediatas em comércios e a retirada dos produtos do mercado, com o objetivo de garantir a segurança dos consumidores em todo o estado.
O alerta foi emitido nesta segunda-feira (12) pela Vigilância Sanitária estadual e envolve fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda. Entre as marcas citadas estão Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A orientação se aplica exclusivamente a lotes específicos, conforme detalhado em resolução publicada pela Anvisa.
De acordo com a Resolução nº 32/2026, a proibição da comercialização, distribuição e uso desses lotes ocorreu devido ao risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A substância pode causar sintomas como vômito persistente, diarreia, letargia, lentidão nos movimentos e no raciocínio, além de dificuldade de reação, especialmente perigosos para bebês e crianças pequenas.
A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, destacou que a prioridade da pasta é proteger a população fluminense. Segundo ela, a Vigilância Sanitária estadual atua de forma integrada com os municípios para assegurar que os lotes afetados sejam retirados de circulação o mais rápido possível.
Como parte da estratégia, a Superintendência de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro orientou as vigilâncias municipais a realizarem inspeções nos estabelecimentos comerciais, verificando se os produtos proibidos já foram recolhidos. A ação complementa o recall iniciado pela própria empresa, conforme previsto na legislação sanitária.
A superintendente de Vigilância Sanitária, Helen Keller, explicou que o alerta solicita uma busca ativa nos comércios locais. Mesmo com o recolhimento anunciado pelo fabricante, o estado reforça a fiscalização para garantir o cumprimento rigoroso das normas sanitárias.
Para os consumidores, a recomendação é verificar atentamente as informações da embalagem, como nome do produto, gramatura, número do lote e prazo de validade. Apenas os lotes listados no comunicado oficial da Anvisa devem ter o consumo suspenso. Caso a criança apresente qualquer sintoma após ingerir os produtos indicados, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informando ao profissional qual alimento foi consumido.
A Secretaria de Estado de Saúde também orienta que os responsáveis entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para solicitar a substituição do produto. Denúncias, dúvidas ou dificuldades podem ser encaminhadas às vigilâncias sanitárias municipais ou à Ouvidoria da Vigilância Sanitária estadual.
Fonte: Agenda do Poder /Matéria: Redação



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