Garotinho x Thiago Rangel: Quando o Palanque Vira Tribunal
A política fluminense resolveu, mais uma vez, trocar o debate por dossiês, vídeos antigos, insinuações pessoais e aquele velho estilo “arquivo confidencial versão Instagram”. De um lado, Anthony Garotinho, veterano de guerras políticas, do outro, o deputado estadual Thiago Rangel. No meio disso tudo, a Justiça — que acabou sendo chamada para apagar o incêndio antes que o circo pegasse fogo de vez.
Garotinho resolveu soltar a voz (e os arquivos) contra Rangel, revirando passado, presente e já tentando prever o futuro do parlamentar. Vieram à tona vídeos, reportagens antigas, mandados de busca e apreensão e uma coleção de acusações conhecidas do noticiário político: fraude em licitações, compra de apoios políticos, passagem conturbada pelo Detro… enfim, um verdadeiro “vale a pena ver de novo” da política fluminense.
Mas o embate subiu de nível quando a artilharia deixou o campo político e passou a mirar a vida pessoal.
Do Instagram direto para o Fórum
Thiago Rangel resolveu reagir — não com live, não com vídeo-resposta, mas com advogado. O resultado? A Justiça do Rio de Janeiro determinou que Anthony Garotinho retire do ar, em até 48 horas, publicações consideradas difamatórias contra o deputado.
A decisão liminar foi proferida na terça-feira (13) pela juíza Patricia Rodriguez Whately, da 3ª Vara Cível da Regional da Ilha do Governador. Segundo a magistrada, Garotinho ultrapassou — e com folga — os limites da liberdade de expressão.
O roteiro das acusações
Garotinho, que já transformou suas redes sociais em uma espécie de central de denúncias políticas, publicou ao menos duas mensagens envolvendo Thiago Rangel neste mês.
Em uma delas, insinuou que o deputado se recusaria a reconhecer um filho com uma advogada do município de Campos. Em outra, afirmou que “fontes confiáveis” teriam informado encontros noturnos entre Rangel e a prefeita de São Francisco de Itabapoana, Yara Cintia, na sede do governo municipal — encontros que, segundo ele, serviriam para “tomar decisões relevantes”.
Para completar o pacote, Garotinho ainda alegou que ambos estariam destruindo provas após divulgações de notícias policiais feitas por ele mesmo. A Justiça, porém, entendeu que esse conjunto de afirmações não era crítica política, mas violação clara dos direitos da personalidade.
E o aviso está dado: não vai parar
Se alguém achou que a decisão judicial colocaria um ponto final nessa novela, se enganou. Garotinho já avisou, sem rodeios, que não vai parar. E, do jeito que a coisa anda, a maré definitivamente não está boa para Thiago Rangel.
Nos bastidores da política — onde as más línguas nunca dormem — o comentário corre solto: tem vereador de Bom Jesus do Itabapoana costeando o alambrado. Ou melhor, alguns já pularam fora do barco, só não anunciaram oficialmente por pura cautela.
O silêncio, dizem, é estratégico. Boca fechada agora para evitar retaliações do governo, mas com compromissos já alinhavados com outros deputados. A fidelidade, ao que tudo indica, anda com prazo de validade curto.
Há relatos, inclusive, de vereador que atende telefone no Rio de Janeiro jurando estar “em visita na Região Serrana”. Tudo para não aparecer demais na foto errada, na hora errada, com o grupo errado.
Se essa moda pega, a política local vai precisar de bússola, colete salva-vidas e, claro, advogado de plantão. Porque, pelo visto, enquanto uns brigam no Instagram e nos tribunais, outros já estão discretamente procurando um novo porto seguro.
🍿 Seguimos assistindo, porque o circo segue pegando fogo.
Fonte: Redes Sociais /Agenda do Poder /Redação



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