Pesquisa Quaest Mostra Paes na Frente, Mas História Indica Espaço para Virada de Rodrigo Bacellar em 2026
História se repete? Bacellar começa como Pezão e pode chegar mais longe
A corrida pelo Palácio Guanabara em 2026 começa a ganhar forma e, apesar da larga vantagem de Eduardo Paes (PSD), os números indicam que ainda há muito espaço para mudanças até a eleição. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (22) mostra o atual prefeito do Rio na liderança, com 35% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.
Na sequência, aparece o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), com 9%, ocupando a segunda colocação. Em terceiro vem Washington Reis (MDB), ex-prefeito de Caxias, com 5%, seguido pela vereadora Monica Benicio (PSOL), com 4%. O médico Ítalo Marsili (Novo) soma 2%.
O levantamento, que ouviu 1.404 eleitores fluminenses entre os dias 13 e 17 de agosto, também aponta que 15% estão indecisos, enquanto 30% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas. Ou seja, 45% do eleitorado ainda está em aberto — um espaço decisivo para o rumo da eleição.
📊 Situação atual (Pesquisa Quaest – agosto/2025)
- Eduardo Paes (PSD): 35%
- Rodrigo Bacellar (União Brasil): 9%
- Washington Reis (MDB): 5%
- Monica Benicio (PSOL): 4%
- Ítalo Marsili (Novo): 2%
- Indecisos: 15%
- Branco/nulo/abstenção: 30%
🔎 Pontos de análise
Patamar inicial: Bacellar começa com 9%, um percentual baixo, mas não distante do que Pezão tinha em julho de 2014, quando atingiu 14% nos dias 15 e 16 de julho. Naquele ano, Pezão também era visto como “desconhecido” e enfrentava desconfiança inicial.
Espaço para crescimento: Somando indecisos (15%) e votos brancos/nulos/abstenção (30%), há 45% do eleitorado em aberto. Esse é o “público flutuante” que pode decidir a eleição.
Anti-continuidade: Assim como Pezão, Bacellar pode enfrentar resistência inicial por ser visto como parte do sistema político tradicional. Mas, dependendo da narrativa, pode se apresentar como renovação dentro da estrutura, reforçando o papel de articulador e gestor.
Máquina política: Diferente de Paes, que já tem visibilidade consolidada na capital, Bacellar controla hoje a Alerj e tem capilaridade no interior — elemento fundamental para crescer em regiões fora da capital, como Norte, Noroeste, Lagos e Baixada.
Potencial de crescimento: O exemplo de Pezão mostra que o início modesto não impede uma virada. Em 2014, Pezão saiu de 14% em meados de julho para 31% em agosto. Se Bacellar repetir um crescimento semelhante, poderia se consolidar como principal concorrente de Paes, especialmente ao mobilizar indecisos e regiões do interior.
Conclusão
Embora Eduardo Paes lidere neste momento, a eleição de 2026 está longe de estar definida. A trajetória histórica de Pezão reforça que candidatos com começo modesto podem crescer rapidamente, desde que articulem apoios estratégicos e conquistem eleitores flutuantes.
Com base na pesquisa divulgada hoje e no cenário em aberto, Rodrigo Bacellar se apresenta como um nome em ascensão, capaz de seguir o exemplo de Pezão e transformar uma largada modesta em forte competitividade na disputa pelo governo do Rio.
Fonte: Pesquisa Quaest / Dados de pesquisas anteriores

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