Água no Chopp e Fim de Festa no Palácio: Jair Bittencourt Perde a Tinta da Caneta e o Roteiro Desanda
Se alguém ainda tinha dúvida de que o roteiro político do Rio de Janeiro parecia mais uma série cheia de reviravoltas, o último capítulo tratou de esclarecer: o chamado “primeiro-ministro” virou figurante em questão de dias.
Uma semana após ser alçado — ou melhor, jogado pra cima — pelo governador Cláudio Castro, o deputado Jair Bittencourt viu a tinta da caneta simplesmente evaporar.
O plano, que nos bastidores já era tratado como uma espécie de “engenharia política” para manter o controle do poder, encontrou um obstáculo que o grupo talvez não esperasse: a Justiça.
E não foi qualquer freio.
A desembargadora Suely Lopes Magalhães, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, entrou em cena e colocou ordem na casa. Com uma decisão firme, anulou a manobra que, na prática, comprometia o direito a uma eleição limpa e justa na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
O recado foi direto: regra é regra — e não se negocia conforme a conveniência do momento.
Se ainda havia alguma esperança de que o “sinal” voltasse ao amarelo para o grupo político, ela durou pouco.
O vermelho veio logo depois.
O Supremo Tribunal Federal entrou no circuito, analisou a bagunça institucional e reforçou o que deveria ser óbvio desde o início: quem escolhe o governador é o povo.
Mas não parou por aí.
Ocorre que, diante da bagunça já instituída no Rio de Janeiro, o STF puxou o freio também em relação à eleição e marcou um julgamento para o próximo dia 08. Na prática, a decisão pode devolver o estado ao povo, garantindo o direito de escolher seu governante de forma legítima.
E o cenário político já começa a se desenhar.
Nas pesquisas mais recentes, sem o peso da máquina do Estado, o nome de Eduardo Paes aparece como um dos mais fortes para chegar ao Palácio Guanabara.
Claro… isso se a disputa for realmente justa, limpa e sem interferência da estrutura estatal — o que, convenhamos, virou o grande ponto de interrogação.
Porque, como já ficou evidente, quando a regra do jogo começa a ser torcida, alguém precisa apitar.
E, desta vez, quem apitou foi uma mulher.
Antes mesmo do capítulo final, a decisão da desembargadora já tinha colocado 45 “rebeldes” de calças na mão, mostrando que autoridade não se mede no grito — mas na canetada certa, na hora certa.
Resultado?
Água no chopp de quem já preparava o “churrasco” no Palácio Laranjeiras.
O episódio escancara uma velha lição da política: quando se tenta dobrar as regras, o risco de quebrar a cara é grande — e, desta vez, foi em rede estadual e nacional.
No fim das contas, o “primeiro-ministro” sem parlamento e sem caneta virou símbolo de um plano que nasceu grande, mas durou menos que promessa em período pré-eleitoral.
E o povo?
Esse segue assistindo… mas, ao que tudo indica, com o controle remoto voltando para suas mãos.
Fonte: G1/Tempo Real/Matéria: Redação / Foto: Instagram



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