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Governo Passa Pente-Fino e Descobre Servidor Que Nem a Portaria Conhecia

Governo Passa Pente-Fino e Descobre Servidor Que Nem a Portaria Conhecia

O clima nos bastidores do Governo do Estado parece roteiro de filme de suspense político. Em menos de 40 dias, o governador interino Ricardo Couto já promoveu uma verdadeira operação “caça-fantasmas” dentro da máquina pública — e o barulho das exonerações já ecoa até em gabinetes que juravam estar blindados.

Segundo apuração divulgada pelo G1, o plano de reestruturação é muito maior do que parecia inicialmente. Só as secretarias da Casa Civil e de Governo somavam cerca de 4 mil servidores. A meta agora é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos.

E não é qualquer corte.

Parte das exonerações mira justamente servidores que, segundo levantamentos internos, não estariam efetivamente trabalhando. Os famosos “funcionários fantasmas”. Alguns, segundo informações dos bastidores, sequer possuíam senha de sistema, acesso funcional ou até crachá.

Ou seja: tinha gente tão invisível que nem a porta reconhecia.

O impacto político foi imediato. A decisão atingiu em cheio estruturas montadas por indicações políticas e abalou setores que já contavam com a máquina pública funcionando como combustível eleitoral para 2026. Tem deputado desesperado vendo a base derreter mais rápido que gelo em chapa quente.

E o detalhe que mais dói no ouvido do contribuinte: a estimativa do governo é economizar até R$ 85 milhões por ano com as exonerações.

R$ 85 milhões.

Dinheiro suficiente para reforçar áreas essenciais, melhorar serviços e aliviar setores onde a população vive reclamando de abandono. Mas, pelo visto, uma parte considerável estava evaporando em cargos que ninguém sabia exatamente quem ocupava — ou se ocupava.

As demissões atingem cargos comissionados e, oficialmente, são justificadas como medida de reorganização administrativa, corte de gastos e combate a possíveis irregularidades.

Nos corredores do poder, porém, o comentário é outro: tem muita gente descobrindo agora que “QI político” talvez não seja mais garantia de estabilidade.

Enquanto isso, o povo segue fazendo o que sempre fez: trabalhando de verdade, pegando fila e pagando a conta.

Fonte : G1

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