A Alemanha do Waguinho: candidato leva goleada de 7 ações que pedem barrar sua candidatura ao Senado
Sete ações de impugnação já foram apresentadas contra a candidatura de Waguinho. Se fosse jogo de futebol, o placar já estaria começando a ficar constrangedor. E ainda tem tempo de acréscimo.
Parece que a candidatura de Waguinho (Republicanos) ao Senado resolveu disputar uma competição paralela: a Copa das Impugnações.
Até o momento, são sete ações pedindo que a Justiça Eleitoral rejeite o registro da candidatura. O número coloca o ex-prefeito de Belford Roxo como o candidato mais contestado judicialmente no Rio de Janeiro até agora.
E aqui cabe a comparação inevitável: é a Alemanha do Waguinho.
Só que, neste caso, não estamos falando de futebol. A “goleada” vem dos processos protocolados na Justiça Eleitoral.
As novas petições se somam à ação apresentada anteriormente pela procuradora eleitoral substituta Maria Helena C. N. de Paula, que também questiona a candidatura com base nas contas de governo rejeitadas pela Câmara Municipal de Belford Roxo.
Em novembro de 2024, a Câmara rejeitou as contas de 2022 de Waguinho, seguindo o parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
O problema começou antes
A situação não apareceu do nada agora, durante o registro da candidatura.
As contas referentes a 2021 também enfrentaram problemas. Segundo informações sobre o processo, o TCE-RJ havia emitido parecer contrário, com destaque para questões relacionadas aos repasses ao regime próprio de Previdência Social.
Em relação a 2022, o TCE-RJ apontou uma irregularidade e sete impropriedades, incluindo problemas relacionados ao acordo de parcelamento da dívida previdenciária.
Ou seja: quando o assunto é a ficha administrativa da gestão, a papelada não é exatamente pequena.
A conta da Previdência
Entre os pontos utilizados nas ações estão questionamentos sobre o cumprimento das obrigações previdenciárias.
Segundo os processos mencionados nas impugnações, em 2021 o município teria deixado de pagar cinco de seis parcelas de um acordo judicial com o regime próprio de Previdência, gerando débito de aproximadamente R$ 3,7 milhões naquele exercício.
Em 2022, os problemas teriam continuado, com uma dívida previdenciária acumulada que ultrapassaria R$ 23,5 milhões até novembro de 2023.
Também aparecem questionamentos envolvendo transparência, utilização de recursos do Fundeb, limite de despesas com pessoal e contabilização de despesas na área da saúde.
É justamente esse conjunto de fatos que agora volta ao centro da disputa eleitoral.
E a candidatura?
As ações não pedem apenas que a Justiça Eleitoral analise a situação de Waguinho depois da eleição.
Segundo o conteúdo apresentado, há pedidos de indeferimento do registro da candidatura e também de tutela de urgência para impedir que o candidato receba, movimente ou utilize recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário enquanto o caso estiver sendo analisado.
Traduzindo do juridiquês para o português popular: querem impedir que a campanha avance normalmente enquanto a Justiça decide se Waguinho pode ou não disputar a eleição.
Sete a zero — e o jogo ainda não acabou
Até aqui, são sete ações de impugnação contra a candidatura de Waguinho.
O ex-governador Anthony Garotinho, que também enfrenta questionamentos judiciais em sua candidatura, aparece com três ações, segundo o levantamento citado nas petições.
Assim, por enquanto, Waguinho vai vencendo um campeonato que certamente não gostaria de disputar: o de candidato com mais pedidos de impugnação no Rio.
A torcida adversária, pelo jeito, já pediu música no Fantástico.
E o placar?
Waguinho 0 x 7 Impugnações.
Mas calma: o árbitro ainda não apitou o fim do jogo.
Quem decide se a candidatura entra em campo ou fica no vestiário é a Justiça Eleitoral.
Até lá, a campanha pode até continuar fazendo propaganda, mas uma coisa já está garantida: assunto para advogado, promotor e juiz não está faltando.
Transparência sempre.
Fonte: Com informações de Tempo Real



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