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Feminicídio em Alta no RJ: Alerta Vermelho e a Importância de Denunciar

Feminicídio em Alta no RJ: Alerta Vermelho e a Importância de Denunciar

O Estado do Rio de Janeiro voltou a registrar números preocupantes de feminicídio — o assassinato de mulheres por razões da condição de sexo feminino, geralmente ligado à violência doméstica e familiar. Os casos reforçam um cenário alarmante e acendem um sinal vermelho para toda a sociedade.

O feminicídio é tipificado como crime hediondo desde a Lei nº 13.104/2015, conhecida como Lei do Feminicídio, que alterou o Código Penal e incluiu essa modalidade como qualificadora do homicídio.

Grande parte dos casos ocorre dentro de casa e é praticada por companheiros ou ex-companheiros. Muitas vítimas já haviam sofrido agressões anteriores, ameaças ou perseguições.

Violência começa com sinais

Especialistas alertam que o feminicídio raramente acontece “de repente”. Antes do crime extremo, geralmente há um ciclo de violência que inclui:

  • Ciúme excessivo e controle sobre redes sociais e amizades
  • Afastamento da família e dos amigos
  • Humilhações constantes
  • Ameaças verbais
  • Agressões físicas
  • Perseguição após o término do relacionamento

Reconhecer esses sinais é fundamental para interromper o ciclo antes que ele avance.

Onde buscar ajuda

Mulheres em situação de violência não estão sozinhas. Existem canais oficiais e gratuitos para denúncia e orientação:

📞 180 – Central de Atendimento à Mulher (funciona 24h, ligação gratuita e anônima)
📞 190 – Polícia Militar (em caso de emergência)

No estado do Rio de Janeiro, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) realiza atendimento especializado às vítimas. Em cidades que não possuem unidade específica, a denúncia pode ser feita em qualquer delegacia.

A Lei Maria da Penha garante medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar, proibição de contato e outras garantias de proteção à vítima.

A responsabilidade é coletiva

O combate ao feminicídio não é responsabilidade apenas das vítimas. Amigos, familiares e vizinhos também podem denunciar situações suspeitas. O silêncio pode custar vidas.

É fundamental que o poder público fortaleça políticas de prevenção, amplie casas de acolhimento e garanta rapidez na concessão de medidas protetivas.

A cada número divulgado, existe uma história interrompida. O enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser permanente, firme e coletivo.

Se você sofre violência ou conhece alguém nessa situação, denuncie. A informação e a atitude podem salvar vidas.

Matéria: Redação

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