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“Quem Manda Sou Eu”: Documento do STF Aponta Liderança de Thiago Rangel em Estrutura da Regional Noroeste

“Quem Manda Sou Eu”: Documento do STF Aponta Liderança de Thiago Rangel em Estrutura da Regional Noroeste

Trechos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da PET 15.926/RJ, colocam o deputado estadual Thiago Rangel como figura central e de comando dentro de uma estrutura investigada pela Polícia Federal envolvendo a Regional Noroeste da Educação.

O documento cita diretamente Júcia Gomes de Souza Figueiredo, então Diretora Regional de Educação Noroeste, responsável por uma área composta por 13 municípios, 57 escolas e cerca de 3.200 servidores.

Segundo os diálogos analisados pela PF, Júcia apareceria em posição de subordinação política, aguardando orientações do parlamentar. Em um dos trechos destacados pela investigação, a própria decisão afirma que ela estaria “aguardando os comandos do parlamentar”.

Mas o ponto que mais chamou atenção foi uma fala atribuída a Thiago Rangel, onde o deputado demonstra claramente a posição de liderança e controle sobre a indicação e funcionamento da Regional:

“Júcia, continua aí do jeito que você tem que estar, tá ok? Tudo que acontecer dentro da regional eu quero saber. Já avisei ao Marcelo agora aqui, eu não tenho que dar satisfação a ninguém. Porque o deputado sou eu, a indicação é minha e quem manda sou eu.”

O trecho reforça a interpretação de que Júcia atuava seguindo determinações políticas e administrativas ligadas ao deputado, que, segundo a própria investigação, exerceria influência direta sobre a estrutura regional.

Em outro trecho mencionado na decisão, Júcia aparece encaminhando comprovante de pagamento no valor de R$ 100 mil, fato citado pela Polícia Federal dentro do contexto das apurações.

A leitura do documento mostra que a investigação concentra o foco principal na suposta liderança exercida por Thiago Rangel dentro do esquema apurado, enquanto os demais envolvidos aparecem, segundo os autos, cumprindo funções subordinadas ou operacionais.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal e acompanhado pelo STF, dentro de um amplo inquérito que apura suspeitas de direcionamento de contratos públicos, influência política e possível organização criminosa no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: STF / Blog do Garotinho

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