O Golpe que Durou Menos que Story: Castro, o Governador Golpe — Douglas Ruas, o “Governador Story” Mais Rápido da História
Se alguém piscou, perdeu. No cenário político do Rio de Janeiro, o que era para ser uma jogada de mestre acabou virando quase um vídeo em velocidade 2x.
O suposto “xadrez político” articulado por Cláudio Castro — já em fase de saída — com direito a movimentações nos bastidores e apoio de parlamentares sempre bem posicionados quando o assunto é cargo e favor, parecia caminhar para um desfecho já ensaiado: colocar Douglas Ruas no centro do poder, ainda que por vias, digamos, pouco convencionais.
Mas aí veio ela… a Justiça.
Sim, aquela mesma que normalmente anda no ritmo de fila de banco em dia de pagamento resolveu, dessa vez, correr uma maratona. E correu tanto que deu a Douglas Ruas o título de presidente da Alerj mais rápido da história — e, de quebra, o de “governador mais rápido do Guanabara”. Um verdadeiro mandato estilo “pisou, sentou e já saiu”.
O mais curioso é que, mesmo sem posse formal como governador, parte da classe política já tratava o deputado como se o cargo fosse só um detalhe burocrático. Faltou combinar com o roteiro jurídico, que resolveu aparecer sem avisar e bagunçar o script.
No fim das contas, o que era para ser uma articulação certeira acabou abrindo espaço para um cenário mais… equilibrado. E é aí que entram André Ceciliano e Chico Machado, dois nomes que agora passam a disputar o cargo de governador tampão em condições muito mais próximas de uma competição limpa — ou pelo menos menos escancaradamente combinada.
Agora, com o jogo mais nivelado, a chance de vitória deixa de ser definida nos bastidores e passa, ao menos teoricamente, a seguir as regras do jogo. Algo raro o suficiente para ser considerado quase um evento histórico.
No fim, fica a lição: no Rio de Janeiro, até golpe político pode ter prazo de validade… e às vezes vence mais rápido do que se imaginava.
Matéria: Redação



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