Anvisa impõe alerta obrigatório e limita dose de cúrcuma em suplementos após risco raro ao fígado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou, nesta quarta-feira (22), uma nova regulamentação que muda as regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma no Brasil. A decisão inclui limites de dosagem e a obrigatoriedade de advertências nos rótulos, após registros de risco raro de inflamação e danos ao fígado associados ao consumo desses produtos.
A medida foi oficializada no Diário Oficial da União e altera normas que estavam em vigor desde 2018, trazendo, pela primeira vez, uma faixa considerada segura para o consumo de compostos derivados da cúrcuma.
Limites passam a ser obrigatórios
Com a nova regra, suplementos contendo cúrcuma deverão respeitar parâmetros específicos para adultos:
- Mínimo de 80 mg de curcuminoides por dia
- Máximo de 130 mg de curcumina
- Máximo de 120 mg de tetraidrocurcuminoides
Segundo a Anvisa, o objetivo é reduzir riscos à saúde sem impedir o uso do produto, que é amplamente consumido por seus potenciais benefícios anti-inflamatórios.
Alerta obrigatório nos rótulos
Outra mudança importante é a exigência de advertências claras nas embalagens. Os produtos deverão informar que não são recomendados para:
- Gestantes
- Lactantes
- Crianças
- Pessoas com doenças hepáticas
- Pessoas com problemas biliares
- Portadores de úlceras gástricas
A medida busca proteger grupos mais vulneráveis, que podem apresentar maior risco de efeitos adversos.
Prazo para adaptação
As empresas terão um prazo de seis meses para se adequar às novas exigências, ajustando tanto as fórmulas quanto as embalagens dos produtos.
Durante esse período de transição, a comercialização continuará permitida, desde que as informações de alerta estejam disponíveis ao consumidor, inclusive por meio de sites e canais de atendimento.
Atenção ao consumo
Apesar de ser um produto natural e amplamente popular, a cúrcuma — especialmente em forma concentrada de suplemento — pode apresentar riscos quando consumida de forma inadequada ou sem orientação.
A nova regulamentação reforça um ponto importante: natural nem sempre é sinônimo de inofensivo.
Fonte:G1



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