Quem Cuida da Saúde… Suja a Rua: O Mau Exemplo Oficial
Se tem alguém que deveria dar aula de limpeza urbana, esse alguém certamente seria a Secretaria Municipal de Saúde de Bom Jesus do Itabapoana… certo?
Errado.
Em Bom Jesus do Itabapoana, o roteiro anda meio invertido. Quem deveria puxar a fila do cuidado com a saúde pública parece estar, na prática, puxando o “bonde do lixo”.
Um dos pontos mais críticos é a Rua Francisco Borges Sobrinho — conhecida por abrigar a Emater e a Clínica da Família — justamente uma das áreas mais sensíveis quando o assunto é bem-estar da população. Ali, onde o básico deveria ser exemplo, o cenário tem sido outro: lixo acumulado, bueiros obstruídos e, após a última chuva, o previsível virou realidade — alagamento e sujeira espalhada por toda a extensão da rua e calçadas.
E não foi por falta de aviso da natureza.
Durante dias, sacos pretos de lixo foram vistos tampando bueiros. Coincidência? Difícil acreditar. Ainda mais quando, ao longo de uma semana inteira, foi possível observar o descarte de lixo sendo feito diariamente — no pós-expediente — diretamente na calçada, em frente à própria unidade de saúde.
Sim, em frente à Clínica da Família.
A cena chega a ser didática — só que ao contrário. Em vez de orientar sobre prevenção, higiene e cuidado com o ambiente, o que se vê é o poder público contribuindo ativamente para o problema. E com um detalhe curioso: nem uma lixeira básica parece existir para armazenar corretamente o próprio lixo produzido.
Fica a dúvida: está faltando recurso ou está sobrando descaso?
Como se não bastasse, moradores da região também já são conhecidos por práticas semelhantes, como o descarte irregular próximo à pracinha da Bíblia. Mas aí entra um ponto importante: quando o mau exemplo vem de quem deveria fiscalizar, orientar e liderar, a situação deixa de ser apenas um problema de educação individual — e passa a ser institucional.
E agora?
Fica a pergunta ao setor responsável: a Secretaria Municipal de Obras de Bom Jesus do Itabapoana e o setor de postura vão agir?
Ou a regra segue sendo aquela já conhecida: rigor para a população e vista grossa para dentro de casa?
Porque quando o erro começa dentro do próprio governo, não basta corrigir — é preciso dar exemplo. E, nesse caso, exemplo é justamente o que está faltando.






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