Tentativa de Asfaltar a Eleição? Interino trava “pacote bondades” de Claudio Castro a aliados
Se tem uma obra que nunca falha no calendário político, é o tal do asfalto de última hora.
Ele passa meses — às vezes anos — sem dar as caras. Mas basta a eleição se aproximar que, de repente, vira prioridade máxima.
E foi justamente esse “milagre da pavimentação” que entrou na mira do governador interino, o desembargador Ricardo Couto.
A decisão foi direta: bloqueio imediato de R$ 730 milhões do Fundo Soberano do estado — dinheiro vindo dos royalties do petróleo que, ao que tudo indica, ajudaria a bancar um velho conhecido da política:
o asfalto eleitoreiro.
A liberação da bolada foi assinada pelo então governador Cláudio Castro no final da tarde de 23 de março.
Detalhe importante: poucas horas antes de deixar o cargo.
Mais detalhe ainda: com convidados já chegando para a sua cerimônia de despedida.
Ou seja, deu tempo de liberar o dinheiro… mas não deu tempo de explicar.
E o destino da verba também não ajuda a diminuir as suspeitas.
Uma parte significativa iria para a Secretaria das Cidades e para o DER — órgãos que, tradicionalmente, assumem o protagonismo quando o assunto é obra rápida, visível e… eleitoralmente conveniente.
Entre os “resultados esperados”, lá estava ele:
o velho, conhecido e sempre oportuno asfalto eleitoreiro.
Aquele que:
- surge meses antes da eleição
- vira vitrine para aliados
- rende vídeo, foto e discurso
- e desaparece do radar depois que as urnas fecham
Mas, dessa vez, o roteiro mudou.
A decisão de Ricardo Couto não só travou o dinheiro como também acendeu o alerta:
era investimento público… ou campanha antecipada com dinheiro do contribuinte?
Agora, obras que estavam no radar entram no modo espera — e o pacote, que parecia pronto para sair do papel em ritmo acelerado, virou alvo de questionamento.
Porque o problema nunca foi fazer obra.
O problema é quando ela só aparece quando o voto está chegando.
E, nesse caso, o asfalto pode até ser novo…
mas a estratégia é velha conhecida.




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