Alô, Prefeitura! A cidade está um caos. Vamos fiscalizar?
Todo dia este blog recebe reclamações sobre o trânsito e a falta de fiscalização em Bom Jesus do Itabapoana. E um dos pontos que mais aparece nas denúncias é a Rua Tenente José Teixeira, principalmente no trecho em frente ao hospital.
Por ali, a palavra parece ser uma só: DESORDEM.
Nas vagas destinadas ao embarque e desembarque de pacientes, segundo relatos recebidos pelo blog e situações observadas no local, é possível encontrar cadeiras e até latões de lixo sendo utilizados para ocupar ou “guardar” espaço.
Do outro lado da rua, onde há trechos em que o estacionamento é proibido, a situação também chama atenção: veículos ficam parados sem que se perceba uma fiscalização capaz de colocar ordem no local.
O resultado?
Pedestres precisam se esquivar, motoristas enfrentam dificuldade para passar e tudo isso acontece justamente em frente a uma unidade hospitalar, onde deveria existir atenção redobrada à circulação de ambulâncias, pacientes, idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.
Caminhão público também entra na confusão
Para completar o cenário, um caminhão da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é visto diversas vezes durante a semana parado naquele trecho durante o dia, aparentemente realizando algum tipo de recolhimento.
A questão não é discutir a necessidade do serviço público. Evidentemente, coleta e retirada de resíduos precisam ser realizadas.
A pergunta é outra: não existe planejamento de horário e operação para que o serviço seja executado sem agravar ainda mais o trânsito em um dos pontos mais complicados da cidade?
Porque imagine a cena: caminhão de um lado, carros estacionados onde não deveriam do outro, latões e objetos ocupando vagas destinadas aos pacientes e, espremido no meio de tudo isso, o intenso fluxo de veículos da Tenente José Teixeira.
É praticamente um teste diário de habilidade para quem precisa passar pelo local.
E andando alguns metros, a história continua
Se a fiscalização resolver caminhar um pouco mais pela própria Tenente José Teixeira, talvez encontre mais trabalho.
Há reclamações sobre atividade de marcenaria avançando para o espaço da rua, além de outros pontos onde latões e objetos são colocados na via para reservar vagas em frente a estabelecimentos comerciais.
Rua pública não é estacionamento particular.
Vaga pública não tem dono.
E colocar cadeira, cone improvisado, latão ou qualquer outro objeto para simplesmente “reservar” espaço público merece a atuação dos setores responsáveis.
E aqui a cobrança não deve ficar apenas sobre o trânsito.
Cadê a Fiscalização de Posturas? Cadê a fiscalização responsável por verificar ocupações irregulares de calçadas, ruas e espaços públicos? E, quando houver situações relacionadas a obras ou intervenções particulares avançando sobre áreas públicas, cadê a fiscalização de Obras?
Organizar a cidade exige atuação conjunta.
Depois do caos no Serra Azul, uma placa de 10 minutos na esquina
E quando parecia difícil piorar, veio mais uma decisão questionável.
Depois de toda a confusão registrada no trânsito em frente ao Mercado Serra Azul, tiveram a infeliz ideia de instalar uma placa permitindo estacionamento por 10 minutos justamente na esquina, em frente ao despachante ligado ao vereador Fabrício Cadei.
O problema principal é objetivo: um veículo parado naquele ponto reduz o espaço disponível justamente na esquina e, nos horários de maior movimento, pode dificultar ainda mais a passagem e contribuir para travar o fluxo.
Se o objetivo das mudanças era melhorar a mobilidade, fica difícil compreender a lógica de criar uma parada de 10 minutos exatamente em um ponto que já exige espaço para circulação.
E a localização inevitavelmente chama atenção por estar em frente ao estabelecimento do vereador Fabrício Cadei. Por isso, cabe à Prefeitura explicar quais foram os critérios técnicos utilizados para escolher aquele ponto.
Houve estudo de engenharia de tráfego? Foi realizada avaliação do impacto daquela vaga sobre a circulação? Quem solicitou a instalação da placa? Qual setor autorizou?
São perguntas que merecem respostas.
A questão aqui não é quem possui estabelecimento naquele endereço. A questão é saber se uma vaga de 10 minutos naquele ponto melhora ou piora o trânsito.
Se estiver prejudicando o fluxo, precisa ser reavaliada.
Não adianta cobrar da Guarda sem dar condições para trabalhar
Também é preciso deixar uma coisa muito clara: não podemos simplesmente jogar toda a responsabilidade nas costas dos profissionais da Guarda Municipal se a própria Prefeitura não oferecer estrutura suficiente para que eles trabalhem.
Se falta efetivo, a Prefeitura precisa aumentar o efetivo.
Se existe necessidade de ampliar a presença dos agentes em horários e locais críticos, é preciso garantir, dentro das regras aplicáveis, condições para serviço extraordinário e o devido pagamento das horas extras.
Se faltam equipamentos, veículos, planejamento ou estrutura operacional, é obrigação da administração buscar as soluções necessárias.
A Prefeitura precisa dar TODO O SUPORTE à Guarda Municipal para que seus profissionais possam trabalhar.
Não adianta a população cobrar fiscalização na porta do hospital, no Centro, nos mercados, nas escolas, nos horários de pico e nos eventos se existem poucos agentes para atender uma cidade inteira.
A cobrança deste blog é pela fiscalização, mas também pelas condições de trabalho de quem precisa estar na rua fiscalizando.
E essa responsabilidade é da administração municipal.
Guarda, Trânsito, Obras e Posturas: cada setor precisa fazer sua parte
O problema também não pode ser tratado como se fosse exclusivamente da Guarda Municipal.
Quando existem latões, cadeiras e objetos ocupando espaço público, é necessário verificar a competência da Fiscalização de Posturas.
Quando existem obras, atividades ou estruturas particulares avançando sobre calçadas e vias, o setor competente da Fiscalização de Obras também precisa atuar.
Quando existe estacionamento irregular, sinalização desrespeitada e veículos prejudicando a circulação, entram os órgãos municipais com atribuição sobre trânsito e fiscalização.
Ou seja: não falta setor. Está faltando colocar os setores para funcionar de maneira coordenada e dar estrutura aos servidores para fazerem o trabalho.
Mudaram o trânsito. E a fiscalização?
Bom Jesus passou por alterações importantes na circulação de veículos. Mas não adianta mudar sentido de rua, colocar placa e pintar sinalização se, depois, cada um continuar fazendo o que bem entende.
Sem fiscalização, placa vira decoração.
E a Tenente José Teixeira é apenas um exemplo.
A Prefeitura precisa olhar para os demais pontos críticos da cidade, fiscalizar estacionamento irregular, obstrução de calçadas e vias, ocupação indevida de vagas, objetos utilizados para reservar espaço público e também reavaliar decisões de sinalização que possam estar criando novos gargalos.
Principalmente em frente ao hospital e nas esquinas de maior movimento.
Porque nesses locais não estamos falando apenas de organização urbana.
Estamos falando de acesso de pacientes, circulação de pedestres e segurança no trânsito.
Então fica a cobrança:
ALÔ, PREFEITURA! VAMOS FISCALIZAR?
Mas, para fiscalizar, dê efetivo, estrutura e condições de trabalho à Guarda Municipal. Coloque Trânsito, Fiscalização de Obras e Fiscalização de Posturas nas ruas.
A cidade não pode funcionar na base do “cada um faz o que quer”.
A rua é pública. A vaga é pública. A calçada é para o pedestre. E regra sem fiscalização vira apenas uma placa na parede.
O espaço permanece aberto à Prefeitura Municipal, aos setores responsáveis pela Guarda Municipal, trânsito, Obras e Posturas, bem como ao vereador Fabrício Cadei, para os esclarecimentos que considerarem necessários.



Publicar comentário