Candidatura de Waguinho ainda respira por aparelhos: TRE-RJ adia julgamento e pede informações sobre investigação da Draco
A candidatura do ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos) ao Senado Federal continua sem uma definição da Justiça Eleitoral.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu, por maioria, buscar novos esclarecimentos antes de concluir o julgamento do registro de candidatura.
O adiamento significa que, por enquanto, a candidatura ainda respira — mas por aparelhos. Waguinho segue na disputa enquanto aguarda uma decisão definitiva sobre seu registro.
O ponto que levou à suspensão envolve informações relacionadas a uma investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), que apura atuação de milícias.
TRE-RJ quer esclarecimentos sobre investigação
Durante o julgamento, o desembargador Fábio Porto Ribeiro levantou dúvidas sobre a classificação de Waguinho como “envolvido” na investigação.
O magistrado defendeu que o Tribunal obtenha informações adicionais para esclarecer exatamente qual seria a situação do candidato dentro do procedimento investigativo.
A diligência, entretanto, não significa afirmar que Waguinho tenha participação nos fatos investigados. O objetivo é esclarecer o alcance das informações existentes antes da decisão sobre o registro eleitoral.
A maioria dos desembargadores acompanhou a proposta e decidiu aguardar os esclarecimentos antes de concluir o julgamento.
O relator, desembargador Paulo Cesar Salomão, foi contrário à diligência e defendia o prosseguimento do julgamento. Ele e a desembargadora Tatiana Costa ficaram vencidos.
Ministério Público Eleitoral já pediu o indeferimento
A investigação da Draco, porém, não é a única questão jurídica envolvendo a candidatura.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) já apresentou parecer pedindo o indeferimento do registro da candidatura de Waguinho ao Senado.
O principal fundamento envolve as contas de governo de 2021 e 2022, período em que Waguinho comandava a Prefeitura de Belford Roxo.
As contas foram rejeitadas pela Câmara Municipal, seguindo pareceres contrários do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo o MPE, as irregularidades apontadas poderiam configurar hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.
Entre os problemas mencionados está o não pagamento integral de parcelas de acordos relacionados a dívidas previdenciárias de exercícios anteriores. Em 2021, a diferença apontada foi de aproximadamente R$ 3,7 milhões.
A Procuradoria também considerou relevante a repetição de problemas nas contas de 2022.
A candidatura ainda respira, mas a decisão não chegou
Com a decisão desta segunda-feira, Waguinho não teve seu registro deferido nem indeferido.
O TRE-RJ resolveu buscar mais informações antes de bater o martelo.
Depois que os esclarecimentos sobre a investigação da Draco forem encaminhados à Justiça Eleitoral, o processo deverá voltar para julgamento.
Até lá, a candidatura de Waguinho ao Senado continua respirando por aparelhos: permanece de pé, mas cercada por uma disputa jurídica que ainda pode definir seu futuro nas eleições de 2026.
De um lado, o Ministério Público Eleitoral pede o indeferimento do registro pelas contas rejeitadas. Do outro, o TRE-RJ agora quer esclarecimentos adicionais relacionados à investigação da Draco antes de decidir.
A palavra final ainda não foi dada.
Este blog seguirá acompanhando o processo e atualizará as informações assim que houver nova decisão do TRE-RJ.
O espaço permanece aberto a Waguinho e à sua defesa para esclarecimentos.
Fonte: Com informações de Tempo Real / Foto:Divulgação Redes Sociais



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