Programa “Somos um Só Coração” apresenta primeiros resultados: atendimento a pacientes com suspeita de infarto cai para cerca de 2 horas
Os números apresentados pelo programa mostram atendimentos com reperfusão em poucas horas. A iniciativa da Prefeitura de Itaperuna, em parceria com o Hospital São José do Avaí, busca acelerar diagnóstico, encaminhamento e tratamento de pacientes com suspeita de infarto.
O programa “Somos um Só Coração”, implantado pela Prefeitura de Itaperuna em parceria com o Hospital São José do Avaí, começa a apresentar seus primeiros resultados — e os números divulgados chamam atenção principalmente pela rapidez alcançada no atendimento de pacientes com suspeita de infarto.
Segundo o relatório apresentado pelo programa, referente ao período de 1º a 14 de setembro de 2026, foram avaliados 10 pacientes.
Entre eles, cinco casos tiveram recanalização por angioplastia coronariana (ATC) com horário registrado. Nesses cinco atendimentos, o tempo médio entre o primeiro contato e a recanalização foi de 2 horas e 25 minutos, enquanto a mediana ficou em apenas 1 hora e 52 minutos.
Ou seja: em metade desses cinco casos, o intervalo foi de 1h52 ou menos.
De horas e até dias para atendimento em poucas horas
A proposta do “Somos um Só Coração” é justamente diminuir o tempo entre a identificação de uma possível emergência cardíaca e o tratamento adequado.
Conforme os dados apresentados, houve casos de reperfusão por angioplastia em 1h11, 1h47 e 1h52, além de outros atendimentos realizados dentro de poucas horas.
A mudança ganha ainda mais importância quando comparada ao cenário relatado anteriormente, em que determinados procedimentos e encaminhamentos poderiam levar até 72 horas. Agora, nos cinco casos de recanalização com horário explícito apresentados pelo programa, a média ficou em 2h25.
É uma diferença enorme na dinâmica do atendimento.
E quando se trata de infarto, tempo significa músculo cardíaco. Quanto mais rapidamente o fluxo sanguíneo é restabelecido nos casos em que a reperfusão é indicada, maior é a possibilidade de limitar os danos ao coração e melhorar o prognóstico do paciente.
Os números falam por si
O relatório dos primeiros 14 dias apresenta:
- 10 pacientes avaliados;
- 5 pacientes com recanalização por ATC e horário explícito;
- 2h25 de tempo médio entre contato e recanalização nesses cinco casos;
- 1h52 de mediana;
- 2 pacientes com reperfusão inicial por trombólise;
- 3 pacientes tiveram diagnósticos alternativos ao infarto agudo do miocárdio.
Os dados também mostram algo importante: o programa não serve apenas para acelerar a intervenção. A integração entre as equipes permite avaliar rapidamente o paciente e identificar situações em que o quadro inicialmente suspeito de infarto possui outro diagnóstico.
Rapidez pode fazer diferença na recuperação
O objetivo de uma rede integrada para atendimento ao infarto é reduzir atrasos entre a suspeita, a avaliação especializada, o encaminhamento e, quando necessário, a reperfusão.
Esse ganho de tempo pode ser decisivo. Em pacientes com infarto que necessitam de reperfusão, um atendimento mais rápido está associado a menor extensão do dano ao músculo cardíaco e pode contribuir para reduzir complicações e melhorar as chances de recuperação.
Por isso, a marca de aproximadamente duas horas registrada em vários dos primeiros atendimentos merece destaque.
Itaperuna aposta na integração da saúde
O programa une a estrutura municipal de saúde ao Hospital São José do Avaí, criando uma comunicação mais direta para que pacientes com suspeita de infarto sejam identificados e encaminhados com maior rapidez.
Ainda são dados iniciais, referentes a apenas 10 pacientes e aos primeiros 14 dias do programa, portanto será necessário acompanhar os próximos meses para avaliar os resultados em uma amostra maior.
Mas o começo apresentado é expressivo.
Itaperuna vem mostrando resultados concretos na gestão da saúde, apostando não apenas na ampliação dos serviços, mas principalmente na integração da rede e na redução do tempo para que o paciente chegue ao tratamento.
No atendimento cardíaco de emergência, minutos podem fazer diferença. E os primeiros números do “Somos um Só Coração” mostram exatamente onde o programa pretende atuar: diminuir o tempo entre a suspeita e o tratamento para aumentar as possibilidades de um desfecho favorável ao paciente.
Fonte: Diulgação Itaperuna




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