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Waguinho apresenta uma certidão e deixa uma pergunta no ar: e o resto da ficha judicial?

Waguinho apresenta uma certidão e deixa uma pergunta no ar: e o resto da ficha judicial?

Tem candidatura que chega à Justiça Eleitoral com uma verdadeira coleção de documentos. Tem outra que prefere o estilo minimalista: uma certidão e muita expectativa.

É o caso de Waguinho (Republicanos), candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Segundo reportagem do Tempo Real RJ, no pedido de registro disponível no DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aparece até o momento apenas uma certidão criminal de foro por prerrogativa de função.

E aí vem a pergunta que ninguém deveria ter medo de fazer: cadê o restante da papelada?

As regras para o registro de candidatura preveem a apresentação de certidões criminais da Justiça Federal e Estadual, em primeira e segunda instâncias. No caso de Waguinho, chama atenção justamente o fato de que, diante de seu histórico de processos judiciais, ainda não constar no sistema a certidão emitida pelo TRF-2, que, segundo o TRE-RJ, contempla as duas instâncias da Justiça Federal.

Ou seja: a candidatura entrou no sistema, mas o álbum completo de certidões aparentemente ainda está em produção.

Histórico jurídico não é exatamente pequeno

E não estamos falando de alguém que passou os últimos anos longe dos tribunais.

Waguinho já teve bens bloqueados em decisões judiciais. Em um dos casos, a Justiça do Rio determinou indisponibilidade de bens de até R$ 428,9 milhões, em ação por suposta improbidade administrativa durante sua passagem pela Prefeitura de Belford Roxo.

Também houve decisão do Tribunal de Justiça mantendo bloqueio de bens relacionado a um caso envolvendo distribuição de dinheiro por PIX, com valor próximo de R$ 15 milhões.

E, em abril deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio recebeu denúncia contra Waguinho e outros envolvidos em uma investigação sobre suposta fraude em licitações para compra de kits de combate à dengue em Belford Roxo. Com isso, ele se tornou réu nesse processo.

Uma certidão para tanta história?

É aí que mora a curiosidade.

Não se trata de afirmar que Waguinho está impedido de ser candidato. Quem vai analisar a documentação e decidir sobre o registro é a Justiça Eleitoral.

O próprio sistema permite que documentos sejam juntados posteriormente ao processo, e o TRE-RJ pode determinar diligências caso identifique alguma pendência.

Mas convenhamos: para quem pretende disputar uma cadeira no Senado, a situação rende uma pergunta bastante simples:

Se está tudo certo, por que não colocar toda a papelada na mesa?

Afinal, em eleição, transparência nunca deveria ser item opcional.

O TSE vai conferir

Agora é acompanhar o processo de registro.

Se faltam documentos, a Justiça Eleitoral poderá exigir a complementação. Se a documentação estiver regular, o processo segue seu caminho.

Até lá, fica aquela velha sensação:

Waguinho quer uma vaga no Senado, mas por enquanto parece ter levado apenas uma certidão para o baile.

O restante da papelada?

Está chegando ou está procurando o caminho de casa?

Brincadeiras à parte, o assunto é sério. Candidatura, certidões e condições de elegibilidade precisam ser analisadas com rigor, especialmente quando se trata de alguém com um histórico judicial tão movimentado.

Porque no Brasil eleitoral, às vezes o suspense não está no resultado da eleição.

Está nos documentos que ainda faltam aparecer.

Fonte: Com informações de Tempo Real/ Foto:Waguinho ao lado do vereador Haroldo Garcia, em imagem publicada originalmente nas redes sociais do parlamentar.

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