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🚨 POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA DISTRIBUIÇÃO DE CESTAS BÁSICAS EM BOM JESUS DURANTE AS ELEIÇÕES DE 2024

🚨 POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA DISTRIBUIÇÃO DE CESTAS BÁSICAS EM BOM JESUS DURANTE AS ELEIÇÕES DE 2024

Caso chegou à esfera da Justiça Eleitoral e, em 2026, a PF passou a cobrar documentos e explicações da Prefeitura. Secretaria Municipal de Assistência Social informou não ter localizado registros contábeis referentes a uma nota fiscal de R$ 37.720.

A POLÍCIA FEDERAL ENTROU EM CENA!

A compra e a distribuição de cestas básicas pela Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana, durante o período eleitoral de 2024, estão no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal.

Este blog recebeu de uma fonte documentos relacionados ao caso, que revelam uma série de requisições oficiais encaminhadas pela Delegacia de Polícia Federal em Campos dos Goytacazes à administração municipal.

A documentação analisada aponta que a investigação busca esclarecer como ocorreram a aquisição, o pagamento, o controle e a distribuição dos alimentos durante o ano eleitoral de 2024.

A apuração, que teve diligências documentadas em 2026, também possui desdobramentos na esfera da Justiça Eleitoral.

E um dos pontos que mais chamam a atenção é a resposta da própria Prefeitura: uma nota fiscal de R$ 37.720 foi objeto de cobrança da Polícia Federal, mas a Secretaria de Assistência Social informou não ter localizado o processo de pagamento nem os registros contábeis correspondentes.

PF COBRA DOCUMENTOS E EXPLICAÇÕES DA PREFEITURA

O procedimento policial identificado como IPL nº 2026.0066867-DPF/GOY/RJ motivou uma série de solicitações à administração municipal.

Em 2 de setembro de 2026, a Polícia Federal requisitou documentos referentes à aquisição e à distribuição de cestas básicas entre julho e outubro de 2024.

Entre as informações solicitadas estavam processos de contratação, registros de empenho, controles de entrada e saída dos produtos, comprovantes de transporte e entrega, além de documentação administrativa relacionada aos servidores envolvidos nos procedimentos.

A Polícia Federal também requisitou informações que permitissem verificar os controles utilizados pela Prefeitura na destinação dos benefícios.

O objetivo das diligências é reunir elementos para esclarecer as circunstâncias dos fatos investigados.

PREFEITO E SECRETARIA MUNICIPAL: QUEM DEVE PRESTAR EXPLICAÇÕES?

Os fatos investigados ocorreram durante a gestão do prefeito Paulo Sérgio Cyrillo, envolvendo procedimentos administrativos relacionados à Secretaria Municipal de Assistência Social.

A investigação alcança documentos e atos praticados no âmbito da administração municipal, incluindo informações funcionais de agentes públicos.

A condição do prefeito como chefe do Executivo e a participação dos setores municipais nos procedimentos administrativos justificam questionamentos sobre os controles adotados pela Prefeitura.

Entretanto, é necessário distinguir a responsabilidade administrativa pela gestão pública da condição de investigado em um procedimento criminal.

A documentação administrativa disponível confirma a investigação dos fatos e as requisições da Polícia Federal à Prefeitura, mas não permite afirmar, isoladamente, que o prefeito ou determinado secretário tenha sido formalmente indiciado ou denunciado.

As responsabilidades individuais, caso existam, deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

🚨 NOTA FISCAL DE R$ 37.720 ENTRA NO FOCO DA POLÍCIA FEDERAL

Um dos pontos centrais da documentação é a Nota Fiscal nº 000.007.825, emitida em 10 de setembro de 2024, pela empresa Comercial Destaque Ltda., no valor de R$ 37.720,00.

Em 24 de setembro de 2026, por meio do Ofício nº 3649552/2026, a Polícia Federal reiterou o pedido de informações à Prefeitura, identificando expressamente a empresa, a data de emissão e o valor da nota fiscal.

A solicitação foi encaminhada aos setores responsáveis pela assistência social e pelos registros financeiros do município.

Mas foi a resposta oficial da própria Secretaria Municipal de Assistência Social que trouxe uma informação relevante para a investigação.

PREFEITURA ADMITE QUE NÃO ENCONTROU REGISTROS DE PAGAMENTO

Em 8 de outubro de 2026, a secretária municipal de Assistência Social e Habitação, Julia Aparecida Diniz Leite, assinou o Ofício nº 34, informando à Polícia Federal o resultado das buscas realizadas nos arquivos municipais.

Segundo o documento, foram consultados os arquivos físicos do Fundo Municipal de Assistência Social, referentes ao exercício de 2024, e o Sistema de Contabilidade Pública Integrado (SCPI).

Apesar das buscas, a Secretaria informou que não foi localizado o processo físico de pagamento correspondente à nota fiscal de R$ 37.720.

Também não foram encontrados registros contábeis de empenho, liquidação ou pagamento diretamente associados àquela nota fiscal nos documentos e sistemas consultados.

Em outras palavras: diante da requisição da Polícia Federal, a administração municipal informou não ter conseguido localizar os registros que permitiriam identificar contabilmente aquela nota fiscal específica.

A ausência desses documentos não comprova que houve pagamento irregular ou desvio de recursos. Também não permite concluir que a nota fiscal tenha sido efetivamente paga.

Entretanto, a resposta oficial deixa uma questão que merece esclarecimento: qual é a origem e a finalidade da nota fiscal de R$ 37.720 e por que os registros correspondentes não foram localizados?

EXISTIA CONTRATAÇÃO COM A EMPRESA

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que encaminhou à Polícia Federal outros documentos relacionados à empresa Comercial Destaque Ltda.

Entre eles está a Ata de Registro de Preços nº 033.2023-FMAS, decorrente do Pregão Eletrônico nº 098/2023, além de registros de empenhos e outras notas fiscais identificadas nos arquivos municipais.

Isso demonstra que foram encontrados documentos referentes à relação contratual com a fornecedora.

O problema apontado na resposta oficial diz respeito especificamente à ausência de localização dos registros financeiros vinculados à nota fiscal cobrada pela Polícia Federal.

A diferença é importante: a existência de uma contratação não comprova, por si só, que determinada nota fiscal tenha sido regularmente empenhada, liquidada ou paga.

INVESTIGAÇÃO ELEITORAL E SEGREDO DE JUSTIÇA

O caso ganhou dimensão que ultrapassa a rotina administrativa da Prefeitura, alcançando a esfera da Justiça Eleitoral.

O caso faz parte de um processo que contém informações protegidas por segredo de justiça. Por isso, este blog não divulgará detalhes sujeitos à restrição judicial, respeitando os limites legais da investigação.

A atuação da Polícia Federal busca esclarecer os fatos e verificar a existência de eventuais irregularidades relacionadas à aquisição e à distribuição de cestas básicas durante o período eleitoral de 2024.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias dos acontecimentos e apurar eventuais responsabilidades, assegurando o devido processo legal e o direito de defesa dos envolvidos.

O QUE A POLÍCIA FEDERAL QUER ESCLARECER?

A documentação revela que a Polícia Federal procura reunir informações sobre os procedimentos adotados pela Prefeitura na compra e na distribuição dos alimentos.

Entre os pontos que merecem esclarecimentos estão a origem dos recursos utilizados, os documentos de contratação, os registros financeiros, os controles de recebimento dos produtos e a comprovação de sua destinação.

Também será necessário esclarecer a situação da nota fiscal de R$ 37.720, especialmente diante da resposta da Secretaria de Assistência Social sobre a ausência de registros correspondentes.

A investigação ocorre em um contexto eleitoral, mas a distribuição de benefícios assistenciais não constitui automaticamente uma irregularidade.

É necessário verificar as circunstâncias concretas, a legislação aplicável e a eventual existência de condutas ilícitas.

A POPULAÇÃO DE BOM JESUS MERECE RESPOSTAS

A assistência social é um direito das famílias que necessitam de apoio do poder público.

O fornecimento de cestas básicas, quando realizado dentro das normas legais, representa uma importante política de proteção social.

Entretanto, a utilização de recursos públicos exige documentação, controle, transparência e prestação de contas.

E, quando a Polícia Federal requisita informações sobre a aquisição e a distribuição desses benefícios, cabe à administração municipal apresentar os esclarecimentos e os documentos disponíveis.

A pergunta permanece: onde estão os registros referentes à nota fiscal de R$ 37.720 que a própria Prefeitura informou não ter localizado?

Este blog continuará acompanhando os desdobramentos da investigação, respeitando o segredo de justiça e a proteção dos dados pessoais dos beneficiários.

A existência de investigação não representa condenação, e eventuais responsabilidades somente poderão ser estabelecidas após a devida apuração.

O espaço permanece aberto para manifestações do prefeito Paulo Sérgio Cyrillo, da Secretaria Municipal de Assistência Social e da empresa Comercial Destaque Ltda.

Fonte: Documentação do processo administrativo SEI BJI-030202/000693/2026, recebida pelo blog por meio de fonte, incluindo ofícios da Polícia Federal e resposta da Secretaria Municipal de Assistência Social de 8 de outubro de 2026.

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