A injustificável falta de medicamentos após licitação de mais de R$ 12 milhões
Enquanto pacientes continuam relatando a falta de medicamentos na rede municipal de saúde, os documentos disponíveis no Portal da Transparência mostram uma realidade que levanta sérios questionamentos.
No dia 29 de maio de 2026, a secretária municipal de Saúde, Márcia Azevedo, homologou uma licitação superior a R$ 12 milhões destinada à aquisição de medicamentos.
Os números impressionam. Entre os itens contratados estão:
- Dipirona: 350.000 comprimidos;
- Sertralina 50 mg: 322.000 comprimidos;
- Diosmina + Hesperidina 450/50 mg: 560.000 comprimidos.
Diante desses contratos, cai por terra a justificativa de que a população estaria sem medicamentos por falta de licitação. A licitação existe, foi homologada e os contratos foram assinados.
Então surge a pergunta que milhares de moradores fazem diariamente: por que os medicamentos continuam faltando nas unidades de saúde?
Se a licitação foi homologada, é preciso que a administração municipal esclareça à população quais são os motivos da ausência desses medicamentos nas unidades de saúde. A transparência exige respostas.
Sem uma explicação oficial, permanecem dúvidas sobre as razões da falta desses medicamentos, especialmente diante das especulações sobre os gastos relacionados à Festa de Agosto. A população espera que a administração apresente esclarecimentos sobre a execução dos contratos e o abastecimento da rede municipal.
A saúde pública deve ser prioridade. Quem depende da rede municipal não pode esperar enquanto medicamentos essenciais permanecem indisponíveis.
E há mais.
Nos próximos dias, nossa equipe divulgará detalhes de outra licitação superior a R$ 6 milhões relacionada à Secretaria Municipal de Saúde.
Em apenas dois meses, a Secretaria Municipal de Saúde firmou diversos contratos para aquisição de medicamentos, insumos hospitalares e suplementos alimentares. Uma das empresas contempladas com contratos que ultrapassam R$ 4 milhões é a Farmácia Preço Justo, de Bom Jesus do Norte, que tem como sócio o conhecido Hervalzinho.
Nas próximas matérias, vamos abordar outros contratos celebrados com diversas empresas que permanecem vigentes e que merecem um olhar atento, para entender por que itens contratados continuam em falta na rede municipal de saúde.
A fiscalização do dinheiro público é um dever da imprensa e um direito da sociedade.
A reportagem permanece à disposição da Secretaria Municipal de Saúde e da Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana para publicar quaisquer esclarecimentos sobre a execução dos contratos, o fornecimento dos medicamentos e os motivos da falta dos itens nas unidades de saúde.
Fonte: Portal da Transparência.








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